Pastor é acusado de manter 17 crianças em cárcere privado

Pastor é acusado de manter 17 crianças em cárcere privado

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A PRM resgatou na manhã desta quinta-feira um grupo de 17 crianças que se encontravam no interior da residência de um alegado pastor no bairro 1 Maio, na cidade de Chimoio.

Durante a operação, a PRM deteve um cidadão identificado pelo nome de Luís Gouveia Inroga, de 31 anos de idade, que alega ser pastor de uma igreja.

O suspeito é acusado de ter recrutado as crianças, todas do sexo masculino, em Novembro último, para fins até agora desconhecidos.

As crianças, com idade compreendida entre nove a 16 anos, são residentes dos bairros 1 de Maio, Soalpo e Mudzingadzi.

A PRM desconhece a identidade da igreja e diz que as crianças rezavam nas montanhas Chiongo e Cabeça de Velho.

Em declarações a imprensa, o suposto pastor reconheceu que a sua igreja não está legalmente registada.

“A igreja ainda não tem nome. Apenas oramos. Quando alguém entra nesta igreja é baptizado e deve falar em línguas estranhas. Esse é nosso princípio. Eu fui chamado por Deus para seguir seu caminho. Também fui dito por um espírito para recrutar alguns irmãos, neste caso crianças. Consegui algumas que ensino em casa. Por vezes escalamos a montanha para rezar”, explicou.

“Ensino as crianças a se arrependeram e livrar-se do pecado para irem a Deus. Consegui convencer algumas crianças e com o tempo começaram a chamar outros menores”, disse.

Inroga nega que as crianças estivessem privadas de ir para suas casas porque moravam com ele. “Nunca as proibi de irem para suas casas. Sempre disse para respeitarem os mais velhos”.

A mãe de um dos menores disse que o seu filho está na alegada igreja há mais de dois meses. Explicou que, desde então, tornou-se desobediente, insulta constantemente e recusa ouvir seus pais.

Por isso, Flora Morreria afirma estar muito desapontada com o pastor que, ao invés de educar seu filho, incutiu nele princípios maléficos.

“Ele ensina que ir a escola é pecado. A não aceitar qualquer ensinamento de seus pais. Assistir televisão também é pecado, entre outros. O pastor nunca manifestou interesse em conhecer os pais ou encarregados das crianças. Acreditamos que queria levar nossos filhos para outros fins”, referiu Flora Moreira.

O oficial de imprensa no Comando Provincial da PRM em Manica, Mateus Mindú explicou que a corporação recebeu denúncias sobre a existência de um suposto pastor de uma igreja desconhecida que recrutava crianças para sua casa.

“Aqui estamos perante um crime de cárcere privado. Ele esteve com as crianças desde Novembro até hoje. Não sabemos como as alimentava. Algumas crianças estão agora fora do convívio familiar. Contra o pastor foi lavrado um processo que será encaminhado a Procuradoria para procedimentos subsequentes”, explicou.

Mindú aproveitou a ocasião para exortar aos pais e encarregados de educação a exercerem maior vigilância e denunciarem qualquer acto suspeito, de forma a garantir a ordem e segurança públicas no seio das comunidades.

 Nota: A veracidade dessas acusações ainda não foi provada.

Source: Sapo Noticias

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