Dhlakama saúda avanços em Moçambique para evitar insubordinação militar como na Guiné-Bissau

Dhlakama saúda avanços em Moçambique para evitar insubordinação militar como na Guiné-Bissau

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O presidente da Renamo saudou hoje os avanços na negociação de assuntos militares com o Governo de Moçambique para evitar insubordinações militares como na Guiné-Bissau e noutros países africanos.

“Não podemos esquecer [a despartidarização das forças armadas], porque esquecer significaria incubarmos um exército partidário” que “pode atacar um governo eleito democraticamente como tem acontecido na Guiné-Bissau e nos outros países africanos”, referiu Afonso Dhlakama.

Dhlakama falava por telefone desde a sua base, na Serra da Gorongosa, centro do país, para uma sala cheia de membros e simpatizantes da Renamo, reunidos num encontro partidário na Matola, arredores de Maputo.

“Nós queremos forças armadas obedientes, disciplinadas” e em que “as pessoas sejam promovidas com base na confiança técnica e profissional. Não queremos partidos dentro dos militares”, sublinhou.

A despartidarização das forças armadas e a integração dos homens da Renamo são temas em discussão numa das duas comissões conjuntas com o Governo que está a procurar acordos para uma paz definitiva no país.

“Esse assunto está a andar bem e há peritos estrangeiros que estão a ajudar”, referiu.

Entre os pontos em discussão, “é preciso que os quadros formados [da Renamo] com diferentes patentes sejam enquadrados em todos os níveis das forças armadas, inclusive nos ramos do Exército e Estado-Maior General”, referiu.

A formação de forças armadas republicanas é para Afonso Dhlakama uma “questão pendente” desde o acordo de paz de 1992, queixando-se de descriminação por parte da Frelimo (partido no poder desde a independência em 1975) em relação aos quadros militares da Renamo.

“Desde 1994 para cá não são promovidos”, nem selecionados para estudos ou outras funções.

Afonso Dhlakama e o Presidente da República, Filipe Nyusi, concordaram em deixar o assunto ao cuidado de uma comissão negocial conjunta da qual, como em relação à que trata a descentralização do Estado, o líder da Renamo espera resultados até final do ano.

“Espero que isto corra bem não só nas forças armadas”, acrescentou, explicando que está a ser negociada a integração de homens da Renamo na Polícia da República de Moçambique e nos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE).

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