Perspectivas a curto prazo de Moçambique são um desafio – Banco Mundial

Perspectivas a curto prazo de Moçambique são um desafio – Banco Mundial

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As perspectivas a curto prazo de Moçambique representam um desafio que o Banco Mundial quer ajudar o país a ultrapassar, anunciou hoje a instituição.

Quaisquer cenários sobre o futuro do país “são consideravelmente desafiantes em resultado de revelações recentes sobre dívidas não declaradas”, refere-se em comunicado.

“O foco atual da instituição [Banco Mundial] será o de ajudar o país a lidar com as consequências macroeconómicas da dívida não-revelada e restabelecer a confiança”, acrescenta-se.

O comunicado foi divulgado hoje, depois de o Conselho de Administração do Grupo Banco Mundial (GBM) ter aprovado na quinta-feira a nova Estratégia para Moçambique 2017-2021.

A estratégia prevê 1,6 mil milhões de euros para financiar o setor privado, mas no que respeita ao apoio ao Orçamento do Estado, interrompido na sequência do escândalo financeiro, a retoma “dependerá dos progressos de Moçambique no restabelecimento da sustentabilidade da dívida e de um quadro orçamental e macroeconómico adequado”.

O Banco Mundial garante apoio “em estreita coordenação com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e utilizará serviços de aconselhamento em matérias de consolidação orçamental e gestão da dívida, entre outros instrumentos”.

“A instituição irá igualmente apoiar os esforços visando a atacar-se as causas subjacentes de conflitos, tais como às relativas à gestão da terra, florestas e gestão de recursos naturais”, acrescenta-se.

Uma auditoria está em curso às dívidas de cerca de 1,7 mil milhões de euros contraídas por empresas públicas entre 2013 e 2014 com garantias estatais à revelia do parlamento moçambicano e dos doadores internacionais.

O trabalho realizado pela consultora Kroll e pago pela Suécia foi exigido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) por forma a esclarecer o que aconteceu com o dinheiro, antes que outro programa de apoio seja negociado com o Estado moçambicano.

A entrega do relatório da auditoria já foi adiada por três vezes a pedido da Kroll e está agora prevista para 12 de maio, anunciou na quinta-feira a Procuradoria-Geral da República de Moçambique.

Fonte: Lusa

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