Consórcio avança com investimento de 6,2 mil milhões no gás de Moçambique

Consórcio avança com investimento de 6,2 mil milhões no gás de Moçambique

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Um consórcio liderado pela italiana Eni, no qual a portuguesa Galp detém uma participação de 10%, assinou esta quinta-feira em Moçambique o contrato para a construção da sua primeira plataforma flutuante de produção e liquefação de gás natural naquele país africano, no âmbito de um projeto cujo investimento inicial ronda os 7 mil milhões de dólares (6,25 mil milhões de euros).

A decisão final de investimento foi formalizada em Maputo durante uma cerimónia que contou com a presença do presidente da República, Filipe Nyussi. A Galp esteve representada ao mais alto nível através do seu CEO, Carlos Gomes da Silva.

A construção da plataforma foi encomendada a um agrupamento formado pelas empresas Technip, JGC e Samsung, informou a Galp num comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Para este projeto o consórcio da Eni e da Galp assegurou um financiamento no valor de 5 mil milhões de dólares (quase 4,5 mil milhões de euros).

A unidade de liquefação ficará na zona Sul do campo Coral, na Área 4 do offshore moçambicano, onde a Eni e a Galp fizeram uma das maiores desobertas de gás dos últimos anos. A plataforma terá uma capacidade de 3,4 milhões de toneladas por ano e começará a produzir em 2022.

Já em outubro o consórcio da Galp assinou um acordo com a duração de 20 anos para a venda à BP da totalidade dos volumes de gás que serão produzidos pela unidade de liquefação na zona Sul do campo Coral.

A Eni tem em curso uma transação para diluir a sua participação no consórcio, que contará com outros parceiros para o esforço de investimento. No final, a Eni ficará com 25%, a Exxonmobil com outros 25%, a CNPC com 20%, e a Galp, a ENH e a Kogas terão 10% cada.

Fonte: Lusa

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