BM disponibiliza US$ 1,6 mil milhões para financiar sector privado

BM disponibiliza US$ 1,6 mil milhões para financiar sector privado

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O Banco Mundial (BM) anunciou hoje que vai disponibilizar cerca de 1,6 mil milhões de euros para financiar o sector privado de Moçambique até 2021.

“O financiamento indicativo desta estratégia é de 1,7 mil milhões de dólares (cerca de 1,6 mil milhões de euros) através da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA, sigla inglesa)”, refere-se numa nota hoje divulgada.

“A IDA e a Corporação Financeira Internacional (IFC, sigla inglesa) – braço do setor privado do Grupo Banco Mundial -, trabalharão lado a lado para estimular e alavancar o setor privado, desde logo setores-chave como a agricultura (e a sua cadeia de valor) e energia”, detalha o documento da instituição financeira.

Cerca de 110 milhões de euros estão disponíveis durante o atual ano fiscal e a partir de 2018 prevê-se uma dotação financeira indicativa através da IDA na ordem dos 374 milhões de euros por ano.

O financiamento do BM faz parte da nova Estratégia para Moçambique 2017-2021, aprovada na quinta-feira pelo Conselho de Administração do Grupo Banco Mundial.

“Esta aprovação surge numa altura crucial”, refere Mark Lundell, Diretor do Banco Mundial para Moçambique, Madagáscar, Maurícias, Seicheles e Comores, citado no comunicado hoje divulgado.

O Banco Mundial considera que o país “precisa preparar-se para o cenário próximo de um país rico em recursos e começar a desenvolver uma economia mais diversificada e produtiva”.

Tal cenário “dependerá da eficácia com que a riqueza natural é reinvestida no capital humano, físico e institucional”, acrescentou aquele responsável.

As perspetivas a curto prazo do país “são consideravelmente desafiantes em resultado de revelações recentes sobre dívidas não declaradas”, mas o BM refere que vai ajudar o país a recuperar a credibilidade e a tornar a dívida pública sustentável.

Em relação ao apoio ao Orçamento de Estado, interrompido na sequência do escândalo, a retoma “dependerá dos progressos de Moçambique no restabelecimento da sustentabilidade da dívida e de um quadro orçamental e macroeconómico adequado”.

Fonte: Lusa

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